Saldos ok… Mas com jeitinho.

Os saldos têm na minha pessoa, o mesmo efeito que um jogo da selecção das Honduras tem na Miss Modas. Se estivermos a falar da selecção italiana, muda de figura e aí vibra mais do que eu a ver a Selecção Nacional a disputar a final do Campeonato do Mundo. E ela nem italiana é, não percebo o porquê de tanta algazarra.
O que quero dizer é que não dou importância absolutamente nenhuma aos saldos, podem acreditar que no período actual de saldos, não visitei loja alguma.

Não sei se a restante população masculina, comunga desta ideia, mas não creio ser o único.
Obviamente não sou um fundamentalista e não minto, nem me causa qualquer problema admitir que já fiz compras em período de saldos. Nem tão pouco crítico, relativamente a quem faça do período de saldos o momento de compra por excelência.
Contudo, esta fase do ano parece fazer despertar, nalguns casos mais do que outros, aquilo que a natureza humana tem de pior. Algumas são da natureza do próprio consumidor e outras são potenciadas pelas marcas (não todas) através de campanhas ou métodos, que em pouco ou nada denotam respeito para com os seus clientes. Quer seja daqueles que ali se deslocam para usufruir da baixa de preços ou do simples cliente que está à procura na nova colecção.

Quem é que já entrou numa loja de uma das marcas de segmento superior, pertencente a um grande grupo retalhista da Península Ibérica e não se deparou com aquilo a que gentilmente apelido o dia “Pingo Doce”. Reparem, não tenho nada contra o Pingo Doce, o estranho é uma loja de pronto-a-vestir ficar com o mesmo ambiente de um supermercado! Se fosse o contrário seria um upgrade, contudo o que acontece é precisamente o oposto.
Refiro-me ás mesas de exposição mais parecidas com a secção das frutas e legumes, a exposição de parede igual à prateleira das bebidas num dia de calor. O staff de loja anteriormente irrepreensível quer na postura quer na apresentação, nesses dias poderão facilmente ser confundidos com os feirantes da Feira de Espinho… Eu posso falar do pessoal da Feira de Espinho à vontadinha, porque os meus avós maternos foram feirantes durante muitos anos. E são para mim uma inspiração. Esta comparação é idêntica à que fiz anteriormente relativamente ao supermercado.

Depois temos as “pechinchas” que algumas o são verdadeiramente, mas outras não o são, ora porque a peça até não é assim tão barata, ou até tem um bom preço mas não faz falta ou nem fica bem.

Tamanha algazarra, desarrumação, desordem, desvario dos clientes (esses têm desconto) e dos funcionários de loja, denota um profundo desrespeito pelos seus clientes ocasionais ou fiéis, que nestes dias ali se deslocam para aparentemente fazer “boas” compras.

Trabalho numa marca portuguesa de retalho, daí a minha repulsa, trabalhamos diariamente com um único foco, o cliente e a melhor forma de o servir honesta e correctamente.

Compreendem agora porque evito participar na “corrida sazonal mais louca do mundo”?

*Sir Modas*

 

Sale

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