Dia do pai

Não, não é 19 de Março. Esse é o dia para as campanhas comerciais. Refiro-me ao dia de aniversário da minha filha. 1 de Outubro, e é a ela que dedico o texto que se segue.

No momento em que soube que ia ser pai, o pensamento foi… “Quero ser o melhor pai do mundo!”

Hoje, cinco anos passados do nascimento da minha filha, desisti da ideia. Hoje, quero ser o pai da minha filha e dos meus futuros filhos, apenas e só, deixando o mundo para quem o quiser assumir.

Quando ainda não sabia o que é ser pai, alguém de forma muito resumida o descreveu como “…um aumento da nossa massa “extra-corporal”… E o que é isto de massa “extra-corporal”? Bom… é algo que apesar de não ter terminações nervosas directamente ligadas ao meu corpo, tem a capacidade de suscitar felicidade ou dor conforme as situações, boas ou más vivenciadas por essa dita massa “extra-corporal””.

Sim, quando vejo o sorriso ou oiço a gargalhada da minha filha, rio ou sorrio também.

Sim quando ela cai ou se depara com alguma contrariedade, que nestas idades o mais comum tem a ver com a fila de espera nos parques infantis, seja no escorrega ou no baloiço, também fico apreensivo, contudo deixo que seja a mesma a resolver o problema… Reparem a apreensão não se prende com o facto de algum menino ou menina não respeitar a ordem de uso do escorrega ou baloiço. Prende-se apenas na avaliação do comportamento e atitude da minha filha, o que será que ela vai fazer, como vai reagir.

Em tudo, desde o nascimento dela, que a tenho deixado fazer uso das suas capacidades, decisões e autonomia, sendo o meu papel de observador atento onde intervenho apenas quando assim tem que ser. Sem dramas!

Ser pai divorciado torna o papel ligeiramente diferente mas apenas na tua cabeça. Já ouvi de tudo… Desde deixar a componente de educador com regras e horários em tudo iguais às que tem quando está com a mãe ou nos momentos em que a tenho comigo, aproveitar para fazer coisas diferentes como se não houvesse amanhã… Isto para garantir que a minha filha goste mais de mim. Porém não o faço… Eu não sou o tio nem padrinho e muito menos o “entertainer” da minha filha. Sou o pai dela, em momento algum me demito das minhas obrigações enquanto pai, seja nos momentos de educador ou nos momentos de companheiro e cúmplice de brincadeira. Não me interpretem mal quando cito o tio ou o padrinho, até porque também sou padrinho, e porque o padrinho da minha filha é o meu irmão.

A minha filha terá em mim o educador que quando tiver de repreender a vai repreender e amigo quando a tiver de consolar e abraçar o vai fazer. Comigo terá as regras e amor em quantidade mais que suficientes para o seu normal e equilibrado, crescimento e desenvolvimento.

Se temo que a minha filha não goste de mim porque apenas estou com ela um jantar semanal e um fim-de-semana de duas em duas semanas? Ou porque a podem influenciar afirmando que deve gostar mais da mãe porque é o normal, depois dos avós que são velhinhos e só depois do pai? A minha resposta é não… O amor não se compra nem ensina. Ainda que agora a capacidade de avaliação da minha filha seja apenas instintiva, acredito e sei que na fase seguinte, eu tenho ainda mais factores que abonam em favor desse AMOR que os filhos sentem pelos pais…

Portanto se és pai divorciado ou não, segue uma pequena lista de dicas. Se as segues ou não, é contigo.

Pai não divorciado:

  • Respeitar a hora de ir para a cama;
  • Respeitar horários de refeição;
  • Respeitar regras de higiene;
  • Dar autonomia Q.B.;
  • Dar amor;
  • Mimo Q.B.;
  • Acompanhar as actividades escolares;
  • Acompanhar outras actividades;                                               .

Pai divorciado:

  • Respeitar a hora de ir para a cama;
  • Respeitar horários de refeição;
  • Respeitar regras de higiene;
  • Dar autonomia Q.B.;
  • Dar amor;
  • Mimo Q.B.;
  • Acompanhar as actividades escolares;
  • Acompanhar outras actividades;

Abraço,

*Sir Modas*

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