Viajar em trabalho… É turismo ou não!

A primeira vez que visito um país existem desde logo duas grande diferenças. Se vou em modo turista ou modo profissional.

É no último modo que me vou debruçar nas próximas linhas.

Geralmente quando digo a alguém que tenho uma deslocação profissional ao estrangeiro, oiço, e não foram poucas as vezes que ouvi o seguinte… “Vais a passeio!”… Se anteriormente isso me incomodava, hoje até me dá um certo gosto… Uma porque o(a) infeliz tem uma carreira profissional que nunca o projectou além fronteiras, e aí sinto me um privilegiado e olho para quem se me dirige com pena, ou quando finalmente for em trabalho vai passar um mau bocado e também aí sinto algum gozo. 🙂

Pensamento seguinte. Quantas horas de voo e escalas, este ponto assume uma grande importância especialmente se vais em trabalho. Uma vez que o repouso e descanso não será muito, levas uma missão a cumprir e o tempo está contado.

Seguinte, que país de destino se trata… Diferenças culturais, convêm que desde logo comeces a perceber onde te vais meter, segurança e clima. Não convém que chegues ao ponto de destino com vestuário apropriado ao clima do teu país de origem e quando chegas ao destino passas frio ou morres de calor.
Convém ir analisando as temperaturas no ponto de destino para não haver surpresas.

Depois onde ficarás instalado, considerando localização e categoria do hotel, porquê? Não sou um tipo lamechas, e já fiquei instalado em sítios que pouco devem ao interiorismo. Contudo as estrelas variam de país para país. Por exemplo, um quatro estrelas em Paris, pode muito bem ser uma valente porcaria e um outro quatro estrelas, precisamente na mesma cidade ser bastante melhor. Portanto mais uma vez, há que visitar alguns sites como por exemplo, Tripadvisor. E por favor, não se fiquem pelas fotografias de hotel, ok? Não se esqueçam, que tal como as modelos nas capas das revistas levam mais Photoshop do que maquilhagem, também aqui um bom fotógrafo com uma grande angular faz com que qualquer despensa pareça um salão e posteriormente com o Photoshop, torna todo o espaço muito mais convidativo. Eu passo direto para as fotos dos viajantes, aí não há que enganar. Quando oiço alguém dizer que o hotel não importa, porque só se vai lá dormir, o meu instinto é reservar pelo mesmo preço um hotel para mim e enfiar o “grunho” numa pocilga, com pequeno almoço à base de porcaria incluído, carregado de lixo por todo o lado e localizado bem no centro da criminalidade local.
Percebam uma coisa, vou a trabalho, o meu foco tem de estar aí apenas e só. Não quero perder tempo estando preocupado com a probabilidade de chegar ao hotel, e ter cabelos vindos sabe-se lá de que zona corporal do anterior hóspede, ser vítima de furto no meu quarto durante a minha ausência mesmo que se trate de umas cuecas usadas ou então ter vista da janela do quarto para o filme “Os mercenários”, modo fogo real e gente a morrer…

Segue-se, saber se terás alguém para te apanhar no aeroporto e conduzir-te até hotel, se nalguns países não existe qualquer inconveniente em apanhar o táxi ou recorrer aos transportes públicos locais, noutros não é bem assim. Mas há loucos para tudo, eu prefiro não arriscar.

Posto isto falta apenas fazer o check-in online, escolher o lugar no vôo e pronto, é ir.

Uma vez chegado ao destino, entro imediatamente no modo trabalho e não desligo mais até pelo menos ter algum vislumbre daquilo que motivou a minha viagem e me permita ter o “overview” da tarefa. Não quero com isto dizer que o meu semblante é carregado ou que sou absolutamente intragável. Bem pelo contrário, consigo manter a boa disposição e sentido de humor. Posso afirmar que por isso mesmo há quem pense que não trabalho muito… O nosso planeta está cheio de pessoas que trabalham e doutras que nada fazem, nas que trabalham tanto podem ter um perfil mais carrancudo sem que sejam antipáticas ou manter a boa disposição, serem comunicativas, como é o meu caso. Aquelas que nada fazem de modo geral perdem o seu tempo lamentando-se e a quantificar ou a medir o volume de trabalho dos outros. Esses sim, como não fazem muito, acreditam que os outros também não fazem.

O momento de descontração de forma geral acontece apenas ao jantar, isto porque na maioria das viagens, segues dali para o quarto de hotel e o merecido descanso. Já me aconteceu jantar e voltar a trabalhar a noite inteira, “Comes with the job”.

Algo que me perguntam bastante é, se gostei do país.
Bom se nalgumas viagens tens oportunidade de conhecer mais da cultura local, e quero com isto dizer, na minha modesta opinião, conhecer a cultura é privar com os locais e acompanhar o seu dia-a-dia. Visitar museus e locais turísticos também faz parte mas não se trata daquilo que mais priveligio. Noutras viagens o roteiro é, aeroporto – hotel, hotel – objectivo, objectivo – hotel e por fim hotel – aeroporto. O que faço nessas viagens… “Eyes wide open!”. Faço por estar com todos os sentidos alerta, desta forma consigo apreender tudo aquilo que posso num período curto de tempo. Não é por acaso que guardo recordações distintas dos vários países onde tive o privilégio de ter estado.
Lembro-me dos aromas do Souk de Doha no Qatar, do cheiro a terra molhada depois da chuva em Joanesburgo, África do Sul. O pôr de sol em Luanda e Nova Iorque, tão diferentes mas igualmente fantásticos. A cozinha cipriota e libanesa, absolutamente fantásticas e por fim a textura da pedra no Panteão em Roma e a temperatura da água no Mar Adriático. Isto para nomear apenas alguns.

Por norma, isto quando possível faço fotos mas curiosamente nunca a mim próprio principalmente se estiver sozinho, “No selfies”. Claro, “Miss Modas, around… Pics all the time!” 🙂

Porque não tiro fotos a mim próprio ou porque não peço que tirem? Porque o melhor que posso levar da viagem são as experiências e os momentos que lá passo ou vivo. Não me preocupo em garantir uma foto minha por exemplo em “Times Square…” Aliás estive em NY, uma semana e não tenho uma única foto minha, das 800 e tal fotos que por lá fiz.

Mas isto sou eu, quanto a vocês… Livre arbítrio!

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Abraço,

*Sir Modas*

O que não comer em Itália

Não sabemos, na verdade, o que não se deve comer em Itália. Tudo o que comemos, desde a carne, o peixe, as pastas, as pizzas, as focaccias, as saladas, até os croquetes eram de comer e chorar por mais.

De volta a terras lusitanas e ao trabalho, pareceu-me pertinente, neste feriado, recordar e partilhar convosco as maravilhas da gastronomia italiana que tivemos oportunidade de captar com a fraca qualidade da objectiva dos nossos iphones.

Confesso que não temos foto de tudo o que comemos por lá porque só nos lembrávamos depois de ter limpado o prato, a travessa, o cesto do pão e bebido o vinho todo. Mesmo assim ainda tiramos algumas:

Carne

Croquetes de carne com azeitona

Queijo mozarella, tomate cherry e anchovasSalada de caranguejo

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Bom aspecto não é? Confirmamos que era tudo tão bom quanto aparenta!

 

*Miss Modas*

Shopping spree Italy

Achavam que não vos escrevíamos de Itália?

Claro que sim!!!

Só uma visita rápida para vos dar conta das compras espetaculares que fizemos nos saldos italianos! 😀

Ficam as imagens a ilustrar!

Eu comprei duas t-shirts maravilhosas e umas alpercatas leopardo com 50%desconto numa loja multimarcas, um verdadeiro achado:

Céline Paris

O Sir Modas comprou uma t-shirt, numa outra loja multimarcas, de uma marca que desconhecíamos mas que acontece ser bastante acessível para o bom ar que tem, esta sim foi a verdadeira pechincha porque também estava com -50%…

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E assim foi até ao momento, para não acharem que viemos a Itália só a banhos! 😉

Até breve!

*Miss Modas*

 

Gaivota honesta

Plena Ribeira, uma gaivota rouba um chapéu a um vendedor que a mira incrédulo e é imediatamente rodeado de outros como ele, que indignados com o atrevimento da ave a insultam alto e bom som: “olha a filha da curta!!!!” (Traduzido do dialeto da Ribeira do Porto).

Eis que esta, não alheada à algazarra que causou e ainda que bastante afastada do maranhal de gente, faz o que muito boa gente não é capaz: põe a mão na consciência e resolve assumir a sua culpa, voltando atrás e deixando cair o chapéu exactamente no mesmo sítio de onde o havia furtado!

Quem viu o fenómeno não queria acreditar e esta sim era uma notícia merecedora de passar nos media: a gaivota arrependida que se redimiu ao fazer um “mea culpa”!

 

*Miss Modas*

 

gaivota

 

 

Pitti Immagine Uomo – Muita pinta junta pá!

Arrancou no passado dia 17 de Junho e encerra hoje, aquela que considero como a Feira de Moda mais “trendy” do mundo.

 

Conheço a “Bread & Butter Berlin”, claro que segundo reza a crítica esta era bastante melhor quando se realizava em Barcelona, mas como conheço apenas a de Berlin é por aqui que a minha avaliação é feita. Tenho ainda presente a “Coterie” em Nova Iorque, uma “Who’s Next” em Paris entre outras. Mas meus amigos, esta é absolutamente única.

Eu posso explicar.

Localizada em Itália. Na cidade de Florença. No interior de uma Fortaleza Renascentista de seu nome “Fortaleza da Basso”, obra do arquitecto Antonio de Sangalo, tendo como mecenas umas das mais conhecidas famílias Italianas, os Medici. Ok, alguém dirá que a Bread & Butter se realiza no interior de um aeroporto Alemão do período nazi, tudo bem isso também conta… Meus caros, as semelhanças ficam por aqui.

A cidade em si é absolutamente deslumbrante, berço do Renascentismo, detentora de um património artístico soberbo e para falar apenas de algumas, Ponte Vecchio, Catedral Santa Maria del Fiore, Santa Maria Novela isto sendo absolutamente contido.

Também penso na gastronomia claro… Quem não o faz?

A feira em si, é igual a tantas outras, com as mesmas marcas, os mesmos stands, uns mais apetrechados ou inovadores que outros. Mas quando se atravessa as portas da feira e se olha não para os modelos que cada uma das marcas obviamente contrata por razões óbvias, mas antes para os próprios visitantes, é um espectáculo dentro do próprio espectáculo.

Quando lá estive em representação da marca para a qual trabalho, recordo o meu estado de admiração/inveja, para tanto bom gosto acumulado por metro quadrado. Efectivamente as pessoas não eram todas lindas ou respeitavam aquilo que se pode considerar como os padrões ideais de beleza… Não… Não é isso. Trata-se única e exclusivamente do mais puro e exponenciado ao limite CHARME e BOM GOSTO. Os detalhes estavam lá todos, coordenados apesar de todos diferentes estão efectivamente ao mesmo nível. Não falta nada, desde o cinto ao calçado, dos óculos de sol às pulseiras e relógio, enfim um verdadeiro festim visual. Isto tanto nelas como neles.

Reparem, não me refiro ao “overdressed” que efectivamente vemos diariamente culpado de tanto ruído visual e dores nos olhos, mas de algo absolutamente diferente.

Para os ajudar a compreender um pouco melhor, basta perceber que o maior número de fotografias tiradas no decorrer da feira, não acontece propriamente nos desfiles mas nos corredores das feiras ou nos acessos exteriores à mesma e sim os alvos são os anónimos ou não, estupidamente charmosos.

 

 

Fotos By Sir Modas

Basso - Pitti Pitti Pitti Pitti

 

New York

 

Quando no início do ano de 2010 fui informado que teria de me deslocar a Nova Iorque por motivos profissionais, devem facilmente imaginar o meu estado de alma naquele preciso momento. É isso mesmo, foi essa a cara, mas claro mais contida uma vez que estava perante a minha entidade empregadora.

A deslocação prendia-se essencialmente por dois motivos apenas, um era acompanhar e auditar a montagem do nosso stand na feira de moda Coterie, que se realizou no Lincoln Center. O outro era realizar uma operação de Benchmark, às principais marcas de moda (basicamente tudo aquilo que pudéssemos visitar) em busca de tendências e das melhores práticas comerciais dedicadas ao retail.

Nesta situação a velha máxima, “Quem corre por gosto não cansa” aplica-se na perfeição. É uma daquelas coisas que nem o facto de apanhar um fim-de-semana inteiro me suscitou qualquer sentimento de revolta sindicalista.

Chegados a Nova Iorque, eu e o meu colega de trabalho apanhamos um táxi para Manhattan e encaminhamo-nos para a West 48th Street, onde ficava o nosso hotel.

Check in feito, rapidamente saímos do hotel, viramos para a direita e 50m à frente estávamos em Times Square. Primeiro momento alto da viagem… Goste-se ou não, é e será sempre um dos pontos mais emblemáticos da cidade.

Posso dizer que no período de 7 dias em que estivemos naquela cidade, calcorreamos a mesma desde Upper West Side, Upper East Side, China Town, Litle Italy, Chelsea, Soho, Tribeca, Financial District, Gramercy, East Village, Lower East Side… Bom basicamente varri a cidade sempre a pé, desde Central Park até ao Financial District. Sim, batemos aquela “malha” urbana ortogonal uma a uma. Sempre com um sorriso estampado nos rosto e nem o facto de termos apanhado dias solarengos, dias de frio e chuva intensa, fizeram com que o sorriso esmorece-se.

É efectivamente uma cidade inesquecível, não se trata de uma fraude, correspondeu inteiramente às minhas expectativas. A escala da cidade e dos edifícios, o movimento, a enorme variedade cultural. As assimetrias entre cada uma das zonas de Manhattan, o Financial Distric pejado de yuppies e logo acima Soho onde encontras todo o tipo de artistas e pessoas despojadas de qualquer tipo de preconceitos, isto sem falar nas diferenças relativamente à arquitectura.

Desta viagem destaco, Times Square, Central Park, MoMa Museum, Chrysler Building, Empire State Building, Brooklyn Bridge, Guggenheim Museum, The Pier, High Line que à data faltava concluir a ultima fase da sua reconversão e ”last but not least” o meu favorito e absolutamente fantástico Flatiron Building.

Percorrer esta cidade e de forma inusitada dar de caras com tudo aquilo que tinhas apenas visto na T.V. um de cada vez… É de cortar a respiração.

Quanto aos objectivos profissionais que motivaram esta viagem… Posso garantir que foram alcançados com bastante sucesso, tendo a participação na feira sido positiva e a operação de Benchmark profícua, visitamos todo o tipo de marcas, desde as maiores e mais importantes grifes de moda e alta costura, até ás lojas multibrand ou monobrand mais urbanas.

Se ficou algo por fazer… Obviamente que sim, contudo assumo que o fiz de forma consciente e muitas pessoas dirão que fui pouco inteligente. O meu sentimento e “feeling” é que inevitavelmente voltarei, e aí já na companhia da Miss Modas desfrutar em pleno a partilha desta cidade que nunca dorme.

 

Fotos by Sir Modas

Times squareCentral Park

Guggenheim MuseumHigh LineEmpire State BuildingFlatiron Building