Vestir bem e á homem…

Como devem ter reparado tanto eu como a Miss Modas somos apreciadores de vestuário, reparem não digo moda, pelo menos por mim falo. Apesar de trabalharmos no ramo, não pertenço ao grupo que espera ansiosamente pelas semanas de moda de Paris ou Nova Iorque ou então vai ao Portugal Fashion ou ao Moda Lisboa. Não sou um expert e muito menos “Fashion Victim”.

Porém sou alguém minimamente esclarecido e como tenho uma personalidade ecléctica isso traduz-se na minha forma de vestir. Modéstia à parte… Não me visto mal.

No meu roupeiro conto com, os tradicionais fatos Azul-escuro e Cinzento, blazer Azul-marinho com os botões dourados, que posso coordenar com calças Chino a contrastar ou com um par de Jeans, como parte de cima qualquer camisa lisa ou com riscas verticais de botões e colarinho, sim esqueçam a camisa com colarinho “Mao”, a qual posso complementar com ou sem gravata.

mao

Se quiser ser mais radical, troco os meus “Monk Strap” por um par de “New Balance” isto naquilo que ao calçado diz respeito e sinceramente… O “casual chic” fica sempre bem. A Miss Modas adora… “If you know what I mean!”

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Conto ainda com vários tipos de camisa, desde as incontornáveis camisas brancas e azul-escuro, passando pelas camisas de ganga com lavagem clara e lavagem escura sem esquecer camisas com riscas verticais e aos quadrados. O corte aqui também varia desde o modelo tradicional até ao “slim-fit”, mais justo e chegado ao tronco.

Tal como mencionei alguns parágrafos atrás tenho chinos e os indispensáveis, para o homem do século XXI, jeans de tudo quanto é lavagem, corte e cor. A variedade passa dos cortes mais largos, até aos “Skinny” (tipo as calças que as nossas colegas do liceu usavam, denominadas de “City Jeans”, pois… agora os homens também usam). Quanto às cores tenho, preto, cinzento e a cor natural da ganga, claro que esta se subdivide em lavagens mais escuras ou mais claras.

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Nos pés além de uma alargada variedade de ténis, para os dias de mood mais casual ou desportivo tenho ainda os os “Monk Strap” e os tradicionais “mocassin” em pele preta para moods mais clássicos.

mocassinn

Como agasalho não faltam os clássicos “pullovers” em várias cores, com gola em “v” ou redonda. Por favor, evitem colocar as mesmas às costas com o tradicional “laço” ao peito… Por favor! Estas resultam muito bem, quer com camisa ou com uma t-shirt branca ou por dentro.

Blusões em pele, preto ou castanho e claro se quiserem ser perfeccionistas, têm a camurça, mas isto é só para os apreciadores.

chino

A “canadiana” para mim é uma referência pois desde miúdo me habituei a vê-las ser usadas quer pelo meu pai e tios. É daquelas peças que fica bem com qualquer coisa e única preocupação é combinar com as cores.

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Convém ter um impermeável para os dias chuvosos e pouco mais falta.

Daqui para a frente é só pormenores, que vão desde a escolha das peúgas passando pelo relógio até à capa do telemóvel.

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Eu sei… “to much to retain on one glimpse”! Muito bem, prometo periodicamente apresentar imagens referências com looks adequados para cada situação ou estados de espírito.

Prometo que será útil, seja porque és homem e por vezes vezes tens dúvidas ou simplesmente não é a tua praia e mesmo assim não queres fazer má figura ou então, és mulher e o teu marido ou namorado simplesmente não estão nem aí… Mas tu estás!

Agora aguardo os vossos comentários e sugestões pois só assim posso realmente saber se respondo às vossas necessidades.

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Abraço!

Sir Modas.

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Sou um marquista por herança

In, wikipedia: “Marca é a representação simbólica de uma entidade, qualquer que ela seja, algo que permite identificá-la de um modo imediato como, por exemplo, um sinal de presença, uma simples pegada. Na teoria da comunicação, pode ser um signo, um símbolo ou um ícone. Uma simples palavra pode referir uma marca.”

In, wikipedia: “Status é uma ideia-chave na estratificação social. Max Weber distingue status de classe social, mas alguns sociólogos empíricos contemporâneos fundiram as duas ideias num “status sócio-económico”, geralmente operacionalizado como uma simples tabela de rendas, educação e prestígio ocupacional.”

Fred Perry, Lacoste, Boss, Ray Ban, Montblanc, entre outras, são algumas das marcas de um universo muito mais vasto que podem ser definidas apenas pelas duas palavras, MARCA e STATUS.

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Confesso que sou fã das marcas acima mencionadas e de outras semelhantes… Se dessas tenho produtos? Tenho. Se faço disso algo de indispensável na minha vida? Não.

O universo vestuário masculino/ marca, foi-me transmitido pelo meu pai e avô paterno. Desde muito pequeno e isso reflecte um pouco aquilo que sou hoje profissionalmente, a componente visual e gráfica cativou-me desde sempre. Daí a focar-me nos logotipos destas marcas numa primeira instância e perguntar o que é, o que significa, foi um pequeno passo.

Se da parte do meu avô a resposta fosse parca, do género, “é um logotipo” ou “é um crocodilo…” Da parte do meu pai, a veia de apaixonado era latente nas descrições e explicações às minhas perguntas sobre cada uma das marcas.

Lembro-me de parar à frente de lojas destas marcas e de outras ainda sem lojas próprias em Portugal, mas que estavam presentes em espaços multimarca. A expressão no rosto do meu pai, as palavras dele, são algo que ainda hoje habita a minha memória.

Em momento algum ouvi da boca do meu pai, algo do género, “…ao vestir isto serás mais respeitado”, ou,” …quem se veste com esta marca é melhor.” Nunca!

boss ray ban

Talvez porque o mundo da moda e do pronto-a-vestir em Portugal fosse ainda algo pouco visível e até sem justificação, uma vez que o país tinha acabado de sair de uma ditadura. Contudo o meu pai, fruto das inúmeras viagens de trabalho que realizava pela Europa, teve oportunidade de conhecer uma Europa e países substancialmente mais evoluídos, não que ainda hoje isso já não seja assim, mas não tanto. O advento de marcas como a Zara e H.M. vieram democratizar a moda e hoje o vestir bem, é apenas uma questão de bom gosto e não de orçamento.

Milão, Londres, Paris, Roma, St. Tropez, Génova, Madrid entre outras, são algumas das cidades que ainda hoje o meu pai fala, com algum enfase para as cidades italianas e o seu mais que reconhecido bom gosto.

Sei que esta “paixão” do meu pai se deve em grande parte a essas viagens e boas práticas no que ao bem vestir diz respeito. Por outro lado, porque a minha mãe é e sempre foi uma mulher bonita e elegante, claro o meu pai não queria destoar.

tenisHoje, estas marcas tanto ou mais que referências óbvias de qualidade e statement, remetem-me para uma sensação de conforto, ou até, e perdoem-me a lamechice, numa viagem no tempo, para um passado sem preocupações, inocência e segurança absoluta. E como? Por exemplo, quando olho para o logotipo da Fred Perry vêm-me à memória o equipamento de ténis do meu pai, as raquetes, as bolas de jogo ainda beges, o som do rally de raquete para raquete, o court de ténis, a casinha de madeira onde os amigos do ténis se juntavam para jantar ou almoçar antes ou depois de uma partida… Todo um “ritual”, pelo qual ainda hoje sou apaixonado.

Quando visto ou utilizo produtos destas marcas referência, sinto única e exclusivamente, que sou um neto e filho fiel aos meus antepassados, fiel aos ensinamentos inconscientes do meu pai e avô. Consigo ouvir o meu avô dizer… “Good boy! Well taught.”

good boy

Abraço,

*Sir Modas*